Influenciadores....

"... Toda influência é imoral... Porque influenciar uma pessoa é emprestar-lhe nossa alma. Essa pessoa deixa de ter idéias próprias, de ser natural. Tudo lhe vem de outrem."  

                                                             (Oscar Wilde)

       Concordo plenamente com esse pensamento. Mas ele me fez pensar em quantas pessoas existem numa só...

        Se influenciar uma pessoa é empresta-lhe a alma, logo essa pessoa passa a ser um pouco que seja da outra, e considerando que somos influenciados desde que nascemos, nem que seja apenas por nossos pais e professores. Já pensou quantas pessoas (influentes) existem em uma só pessoa (que foi influenciada) que tenha uns 70 anos (muuuuito influenciada)? Será que existe uma completa autenticidade?!

      Bom... Acredito que a autenticidade está nas diferentes influências que cada um escolhe. É, eu acredito que escolhemos nossas influências. E porque fazemos  algumas escolhas tão erradas? Sei lá... Porque errar é humano?! Enfim, não sei. O fato é que ser autêntico não equivale a “não ser influenciável”. Afinal, todos que estão abertos à novas idéias, a fim de evoluir são realmente influenciáveis...E os que não são? São quadrados!

 

          Por  Emanuella Ramos de Oliveira Wilde Marciel Rocha  Young Charplin Takai Suassuna Camelo Lipector ...

      


       *Isso é só o que eu acho agora... É que eu sou influenciável.

segunda 20 junho 2011 19:45 , em minhas crônicas


A outra versão

Blog de manupensante :Manu pensante, A outra versão

     Aqui jaz uma outra versão de uma estória bastante conhecida. No entanto vista por outros olhos, olhos estes foram os mais utópicos que já conheci, mas esta será mostrada pelos oblíquos e dissimulados, aqueles de ressaca. Então comecemos pela minha morte, que não foi contada, mas apenas citada com frieza e descaso nos últimos capítulos da outra versão. Lembrando também que não sou uma autora defunta, mas defunta autora.

 

Vamos à morte...

 

       Morri de tristeza e desgosto ao não agüentar Ezequiel me perguntando sandices após ler uma carta do pai cujo conteúdo era a outra versão inacabada. Segui covardemente a idéia de Bentinho, tomei um chá e morri. Mas essa idéia não estava na carta, eu soube dessa com a perda de uma das melhores negras, que tomou de uma só vez o café deixado por Bentinho, que eu me lembro como se fosse hoje, antes tivesse esquecido, foi um dos piores dias da minha vida.

       Ouvir Bentinho negando ao filho ser seu pai foi como uma punhalada, e mesmo assim tentei remediar tudo e guardar comigo, como vinha fazendo desde pouco antes da morte de Escobar quando tudo começou a acabar, mas ele insistiu...Insistiu na idéia de renegar o filho, daí não pude mais fingir que nada estava acontecendo, então perguntei a origem de tal idéia e insisti também, até que ele falou, e falou, falou absurdos, coisas totalmente fantasiosas. Desconfiava que eu tivesse um caso com seu melhor amigo...Não pude conter a risada, pois era quase impossível, se ele às vezes passava mais tempo com o amigo que com a família, ele, ele me acusando, me fez lembrar certa vez em que, sentindo sua ausência cheguei a pensar que algo pudesse ter acontecido entre os dois no tal seminário, e porque não?! Não seria a primeira vez, li um livro uma vez que contava uma estória parecida.

         Então tudo começou a clarear...O modo que Bentinho enlouqueceu após a morte do “amigo”, Escobar, depois me acusar de adultério com base na semelhança do filho quase inexistente entre o folho e o “amigo”, na verdade só se pareciam os olhos que também se pareciam com os meus. De fato, eu e Escobar éramos parecido, ouve até quem dissesse que éramos irmãos, e eu realmente o considerava um, ele me aproximava de Bentinho de maneira inexplicável, e quando ele morreu tudo se foi, e por falar em morte, essa foi a outra base da acusação que me foi feita, tudo por que não tive nenhuma reação na hora do enterro,mas o que ele queria que eu fizesse?! Tivesse uma crise de choro?! Agisse como uma louca, como as tantas que lá haviam?! Não...Não...Quando vi todas aquelas mulheres olhei para a pobre Sancha, como ele pôde?! Será? Será que...E olhava fixamente o defunto como que esperando uma resposta.

 

Mas voltando ao assunto...

 

          Não...Nada disso foi o real motivo da desconfiança, e de todo o fantástico “teatro” (como ele mesmo trata na outra versão), o verdadeiro motivo era esse mesmo, a necessidade do teatro, a fuga da realidade, da monotonia, da “perfeição”. E foi exatamente essa “perfeição”, pois nada perfeito é perfeito, quer dizer...E os erros?! E todas essas coisas que a gente lê. Só assim, teríamos um final feliz.

 

                                                                                                    D. Capitolina                                                                                       

sexta 27 junho 2008 18:30 , em minhas crônicas


A Vida Segundo Charles Chaplin

Blog de manupensante :Manu pensante, A Vida Segundo Charles Chaplin

 

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira
como ela termina. Eu acho que o verdadeiro
ciclo da vida está todo de trás para a frente.
Nós deveríamos morrer primeiro e nos livrar
logo disso. Daí viver num asilo,até ser
chutado para fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo
o bastante para poder aproveitar sua
aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe
bastante álcool, faz festas e se prepara
para a faculdade. Você vai para o colégio, tem
várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma
responsabilidade, se torna um bebezinho de colo,
volta para o útero da mãe, passa seus últimos nove
meses de vida flutuando...
E termina tudo com um ótimo orgasmo!!!
Não seria perfeito?"

domingo 27 janeiro 2008 19:10 , em autores inspiradores


Ao orgão responsável

Caro Pênis
Tenho notado você olhando torto para mim. Às vezes, basta eu chegar e você se levanta. Por acaso, você tem algum problema pendente comigo?
O fato de nós estarmos em lados opostos não nos faz inimigos. Ao contrário, guardo um espaço especial para você, dentro de mim, e seria ótimo se pudéssemos nos unir em prol de algumas novas conquistas. Os atritos, como em qualquer relação, são normais e bem-vindos.
Você me acusa de ser difícil, mas não conheço personalidade mais instável que a sua. Quando eu quero conversar, você se recolhe. Quando canso de tentar, você se anima. Quando finalmente penso entender aonde você quer chegar, você se coloca numa posição diferente.
Sei que a vida talvez lhe pareça mais dura, já que é de você que são cobrados rendimento e desempenho. Mas o mundo não gira em torno da sua existência como você pensa. Diria até que, nas horas mais tensas, você sempre dá um jeito de ficar de fora. Até no momento em que sua participação se faz mais necessária, a continuidade da espécie, você se limita a entrar com metade da matéria-prima e deixa o resto para lá.
Dizem que eu tenho inveja de você - mas inveja de quê, afinal? Você, desculpe, está longe de ser bonito. Trabalha num ramo de atividade sem o mínimo charme: a remoção de detritos. Mora num lugar abafado, onde o sol nunca bate. Frequenta locais escusos, de reputação duvidosa, em busca de um tipo de divertimento que já se encontra à mão, em sua própria casa.
E aquele seu melhor amigo, convenhamos, é um saco. Mesmo assim, quero frisar, tenho por você imensa consideração e simpatia. Mais que isso - sempre busquei a sua aprovação de alguma forma, atrás de sinais de que estaria lhe agradando. Você, por sua vez, nem sequer disfarça seu completo egocentrismo. Fazendo-se de sonso e sumindo após satisfazer as suas necessidades.
Você se diz sensível, porém jamais se preocupa com o que o outro está sentindo. Quer apenas ocupar o seu espaço e atingir as suas mesmas velhas metas de crescimento. Deveria tentar aumentar suas expectativas, ampliar seus horizontes, investir na sua cultura. Qual foi a última vez que você viu um filme decente?
Sei que dificilmente vou conseguir abalar sua enorme auto-estima, mas, sob o meu ponto de vista, você não passa de um solitário, perdido em sonhos impossíveis e cercado por uma situação bastante enrolada.
Acha-se o máximo, superextrovertido e revela-se um bobo alegre com pinta de seboso. Um cabisbaixo baixinho carente, o tempo todo em busca de qualquer carinho.
Disponho-me a ajudá-lo, colega, caso você reconheça seus defeitos e fraquezas. Posso até te indicar um bom analista. Somente recuso-me a continuar a ser cúmplice na perpetuação de um equívoco.
Você não é melhor do que ninguém, temos o mesmo tamanho nesta história - de fato, se você cabe em mim, sou necessariamente maior que você.
 
TEXTO ESCRITO POR FERNANDA YOUNG

quarta 26 dezembro 2007 21:45 , em autores inspiradores


Sonhei, sonhei...

Blog de manupensante :Manu pensante, Sonhei, sonhei...

Sonhei que não sonhava mais

  E que minha vida era sem cor,

sem graça, sem sonhos.

Então acordei apavorada

e ao mesmo tempo aliviada

e tratei logo de sonhar acordada

que era uma sonhadora eterna

sonhei sonhando

sonhei que sonhava

sonhei, sonhei...

terça 25 dezembro 2007 21:01 , em minhas poesias


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